Foi-se o tempo em que sertanejo era sinônimo de “cornos” e mal amados. A música sertaneja contemporânea possui um quê bem mais alegre e divertido, num estilo (quase) igual ao das micaretas que acontecem pelo país.
Assim como ocorreu nos últimos anos com o forró e o pagode, o novo jeito de tocar o que era tido como “música caipira” tirou do gênero o preconceito existente e hoje, ele toma conta de festas agitadas e cheias de gente jovem e bonita.
Muito mais despojados e “vendendo pegação”, as duplas da atualidade vêm conquistando um público extremamente diversificado e particular que abrange desde os tradicionais (que gostam das canções típicas de raiz) até os grupinhos que só freqüentavam “casas da moda” onde pop e música eletrônica prevaleciam.
Cativando pessoas de classe média alta, os precursores do movimento (ao contrário do que muitos pensam) não foram César Menotti & Fabiano, mas sim João Bosco & Vinícius.
Comumente, parcerias inimagináveis estão surgindo no cenário e acredite: hoje em dia - num tom completamente oposto do antes predominantemente bucólico - até grupos de pagode e axé dividem os palcos com os chamados sertanejos universitários.
Não mais restrita às pequenas cidades, a country music é disseminada ainda (aparentemente) de maneira tímida em alguns estados, mas casas como Villa Country e Estância Alto da Serra - ambas de São Paulo – há anos lutam para que esse “boom” aconteça.
Foi com a disseminação do sertanejo universitário que João Neto & Frederico, Victor & Léo, Jorge & Mateus, Fernando & Sorocaba e os mais novos do meio Tom & Arnaldo, puderam apresentar shows para milhares de pessoas pelos quatro cantos do Brasil.
Goiânia (GO) e Campo Grande (MS), por tradição, são grandes adeptos de vertentes dos “movimentos do sertão”, por isso é só esperar: aquilo que começa a tocar hoje por lá, certamente chegará - em breve - às outras capitais.